31 de maio de 2008

Consciência Ambiental




Em pleno século XXI, um dos aspectos mais preocupantes e mais actuais das sociedades contemporâneas são os problemas ambientais e a consequente crise ambiental que o planeta atravessa, devido à sua gravidade e devido ao facto de as suas soluções não serem facilmente atingíveis e sustentáveis. Porque a responsabilidade da protecção ambiental cabe a todos, as empresas tem uma papel importante a protagonizar neste processo, e a Canalmail não è excepção.


A Canalmail é uma empresa que se preocupa com o ambiente, e para tornar o nosso mundo melhor, sugerimos algumas iniciativas que as empresas poderiam adoptar no seu funcionamento do dia-a-dia e que já são pratica corrente na nossa empresa:


1. Utilização racional e reduzida ao mínimo de consumo de papel, sendo que 95% do utilizado é papel reciclado;


2. Utilização de pilhas recarregáveis em tudo o que seja possível de as integrar;


3. Redução de consumo de energia ao mínimo aceitável para o funcionamento geral dos sistemas. Colocação de sensores de movimento nos locais de acessos gerais ou públicos, para a iluminação dos corredores, não utilização do ar condicionado quando tal não é essencial para o bem estar dos funcionários, privilegiar a luz natural do sol em detrimento de muito desgaste de lâmpadas sendo estas preferencialmente de baixo consumo energético;


4. Deslocação da sede para local mais central, que permitisse que a maior parte dos funcionários utilize os transportes públicos em detrimento do transporte particular;


5. Consciência pessoal em cada funcionário para executar o que é o mais indicado para o bem estar de todos e assim sendo, para o ambiente geral;


6. Criação de um ecoponto interno na empresa, que faça separação e reciclagem de lixos:


7. A utilização de secadores ou tolhas, nas casas de banho, depois de lavar as mãos, em detrimento das folhas de papel. Etc…Estas e muitas mais medidas podem ser tomadas para que uma empresa se torne eco-eficiente, basta que para isso as empresas sejam sensibilizadas do papel importante que devem ter a nível ambiental.


15 de abril de 2008

ECONOMIZE ENERGIA

GELADEIRA E FREEZER
Sempre que possível, retire de uma só vez todos os alimentos que vai usar
Mantenha a borracha de vedação em bom estado para não escapar o ar frio*
Não coloque em seu interior alimentos ainda quentes
Não use a parte traseira dos aparelhos para secar roupas
Mantenha limpas as serpentinas da parte traseira dos aparelhos
Instale seu aparelho em local ventilado, fora do alcance de raios solares e longe do fogão
Deixe um espaço mínimo de 15 cm dos lados, acima e no fundo do aparelho em caso de instalação entre armários e paredes
Não forre as prateleiras com vidros ou plásticos, pois isso dificulta a circulação do ar
Não desligue o aparelho à noite para ligá-lo na manhã seguinte
Faça o degelo quando a camada de gelo atingir a espessura de aproximadamente 1 cm
No inverno, regule o termostato para uma posição de frio não muito intenso
Durante ausências prolongadas, esvazie o aparelho e o desligue da tomada
* Dica: para saber se a borracha de vedação está boa, ponha uma folha de papel encostada no batente da geladeira/freezer e feche a porta. Em seguida, puxe a folha. Se ela deslizar facilmente, é sinal de que a borracha não está garantindo vedação. Faça esse teste em volta de toda a porta.
TELEVISÃO
Não deixe a TV ligada quando você não estiver assistindo
Evite dormir com a TV ligada
Utilize TVs mais modernas, pois consomem menos energia
Dê preferência para aparelhos com timer (função de desligamento automático)
AR CONDICIONADO E VENTILADOR
Dimensione adequadamente o aparelho para o tamanho do ambiente
Feche portas e janelas ao ligar o aparelho para evitar troca de calor. Cortinas e persianas também devem ser fechadas para evitar o calor do sol
Limpe os filtros periodicamente, pois a sujeira dificulta a passagem do ar e força o aparelho
Instale uma proteção caso você tenha que instalar o aparelho exposto a raios solares
Desligue o aparelho sempre que ficar muito tempo fora do ambiente refrigerado
Só ligue o ventilador quando estiver no ambiente
Regule o termostato para evitar o frio excessivo
CHUVEIRO ELÉTRICO
Evite banhos demorados
Desligue o chuveiro quando estiver se ensaboando
Procure manter a chave do chuveiro na posição verão. Na posição inverno, o consumo de energia é 30% maior
Conserve limpos os orifícios de passagem da água
Evite usar o chuveiro nos horários de pico de consumo de energia - entre as 17 e as 22h
Não reaproveite uma resistência queimada. Além de ser perigosa, essa prática eleva o consumo
FERRO ELÉTRICO
Evite ligar o ferro simultaneamente com outros aparelhos elétricos. Esse eletrodoméstico sobrecarrega a rede de energia
Espere acumular uma razoável quantidade de roupas e passe-as de uma só vez
Não deixe o ferro elétrico ligado sem necessidade
Siga as instruções de temperatura para cada tipo de tecido e passe primeiro as roupas que necessitem de temperaturas mais baixas
MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇAS E SECADORAS
Use a máquina só depois de ter juntado a quantidade de roupa/louça da capacidade máxima da máquina
Limpe com frequência o filtro das lavadoras de roupas e louças
Utilize a quantidade correta de sabão ou detergente para não ter que enxaguar novamente
ILUMINAÇÃO
Use lâmpadas adequadas a cada tipo de ambiente
Evite acender lâmpadas durante o dia, prefira a iluminação natural. Abra bem as janelas, persianas e cortinas e deixe a luz do dia iluminar a sua casa
Apague as luzes quando os cômodos estiverem vazios
Pinte as paredes internas e o teto com cores claras, pois estas refletem melhor a luz, diminuindo a necessidade de luz artificial
Dê preferência às lâmpadas fluorescentes compactas ou circulares para a cozinha, área de serviço, garagem ou qualquer outro lugar que fique com as luzes acesas mais de quatro horas por dia. Além de consumir menos energia, duram até 10 vezes mais
Use iluminação direta para leitura, trabalhos manuais, etc...
AQUECEDOR CENTRAL
Dê preferência aos aquecedores equipados com controle de temperatura
Instale o aquecedor perto dos pontos de consumo e isole adequadamente as canalizações de água quente
Nunca ligue o aquecedor vazio à rede elétrica
OUTRAS DICAS IMPORTANTES
Não deixe que existam em sua casa fios mal emendados, desencapados ou mal isolados
Use fios de diâmetro correto para cada finalidade e não emende fios de espessuras diferentes
Evite usar aparelhos elétricos no horário de pico de consumo - entre as 17h e 22h
Desligue a chave geral da casa quando sair em viagem longa
Dê preferência a eletrodomésticos com selo do Procel de Economia de Energia. Esses aparelhos foram aprovados por centros de pesquisas do governo no quesito economia de energia

10 de abril de 2008

Dicas para economizar gasolina

Engenharia da Volkswagen dá dicas para economia

Texto: Divulgação/Volkswagen Fotos:

A engenharia da Volkswagen realizou um estudo e constatou que o consumo de combustível de um veículo depende, em boa parte, do comportamento do motorista. Portanto, conheça as dicas dos especialistas da montadora para economizar combustível e, ainda, beneficiar o meio ambiente, pois a maioria das orientações também contribui para reduzir a emissão de gases do veículo:

Evite acelerações a fundo. A aceleração equilibrada não só reduz consideravelmente o consumo de combustível como a poluição e o desgaste do veículo.O consumo de combustível é menor nas marchas mais altas. Selecione uma marcha superior logo que seja possível e somente opte por uma inferior quando o desempenho do veículo for afetado.

Por outro lado, evite conduzir à velocidade máxima. Se o veículo for conduzido a ¾ da velocidade máxima recomendada na via que está sendo percorrida, o consumo de combustível baixa significativamente e a perda de tempo é mínima.

Dirija de modo regular. Acelerações e freadas desnecessárias provocam elevado consumo de combustível e maior poluição ao ambiente.

Calibre os pneus regularmente, como recomendado pelo manual do proprietário. A pressão baixa aumenta a resistência ao deslocamento do veículo e, conseqüentemente, o consumo de combustível, além de desgastar os pneus e afetar a dirigibilidade do carro.

Não transporte pesos mortos como, por exemplo, cadeiras de praia ou bicicletas, quando não for utilizá-los. O peso do veículo tem grande influência no consumo do combustível, principalmente no trânsito urbano. Use o bagageiro somente quando for imprescindível, pois a bagagem acomodada neste acessório aumenta consideravelmente a resistência aerodinâmica do veículo e, conseqüentemente, o consumo de combustível.

Não use o chamado “ponto morto”. Além de comprometer a segurança na condução do veículo, esta prática não resulta em economia de combustível, como se acredita. O uso do ar condicionado requer maior potência do motor e, desta forma, o consumo de combustível se eleva. Programe antecipadamente os itinerários, evitando engarrafamentos e semáforos. Trajetos curtos freqüentes como, por exemplo, em serviços de entrega, que exigem partidas e aquecimento do motor constantes, também elevam o consumo de combustível.Desligue o motor em caso de paradas prolongadas no trânsito.

Verifique o consumo de combustível em cada reabastecimento. Desta forma, é possível descobrir a tempo qualquer irregularidade no veículo que provoque aumento de consumo.

Utilize somente o tipo de combustível recomendado no manual do proprietário.

Não altere o sistema de alimentação ou de escapamento, usando peças não originais ou fazendo regulagens indevidas.

Siga o plano de manutenção do veículo, conforme orientações do manual do proprietário.

RESPEITE O MEIO AMBIENTE. IMPRIMA SOMENTE O NECESSÁRIO.
COM PEQUENAS AÇÕES, PODEMOS FAZER UM MUNDO MELHOR. TENHA CONSCIÊNCIA!!

17 de março de 2008

A farra dos sacos plásticos

Modelo criado pela Goóc para a campanha da prefeitura de São Paulo “eu não sou de plástico”, visando incentivar a redução do uso de sacolas plásticas





Os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções



O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.



Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.



A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resina sintética originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.



No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água - retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis - e dificultam a compactação dos detritos.



Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.



A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de anti-ecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.



Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartados. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.



Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.



A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica, foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada. O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a "Política Nacional de Resíduos Sólidos". Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida.



O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso. Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento. Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio.



É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?



*André Trigueiro é jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, Professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro "Mundo Sustentável - Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação" (Editora Globo, 2005), Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", (Editora Sextante, 2003).

5 de março de 2008

Energia eólica bate recorde de geração e crescimento em todo o mundo


Novos dados revelam o crescimento dessa fonte renovável. Espanha já consegue mais MW do vento do que de usinas nuclares.

Na Espanha, as boas condições de vento colocaram a geração de energia eólica à frente da geração de energia nuclear e energia térmica a carvão na semana passada. A geração de 9563 MW (de uma capacidade instalada total de 13908 MW) às 15h27 da quarta-feira passada fez com que a energia eólica respondesse por 25% da demanda daquele horário, superando em muito a demanda atendida por usinas nucleares (16%) e térmicas a carvão (15%).


A segunda boa notícia foram os resultados do mercado norte–americano de energia eólica, que reportou a instalação de 5.244 MW de capacidade nos Estados Unidos em 2007. O índice foi divulgado na quinta-feira passada pela American Wind Energy Assocation (Associação Americana de Energia Eólica) e mostra que, com um investimento de US$ 9 bilhões, houve crescimento de 45% da capacidade instalada de energia eólica naquele país em relação a 2006. Para efeito de comparação, esta quantidade é próxima à capacidade das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, de 6.450 MW. E a construção de Angra 3, com apenas 1350 MW, custará, para cada MW de capacidade instalada, o dobro do valor investido por MW nos Estados Unidos.


“O recorde de geração registrado na Espanha é uma prova irrefutável da confiabilidade da geração eólica, e o crescimento desta fonte energética nos EUA mostra que a indústria norte-americana aposta neste tipo de energia e está ciente de seus benefícios ambientais e econômicos”, disse Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace Brasil. “Estes exemplos reafirmam a necessidade urgente de o Brasil rever sua lei de incentivo a energias renováveis e aproveitar seu gigantesco potencial de energia eólica.”



greenpeace.org.br

14 de janeiro de 2008

Decreto contra desmatamento: outdoor ambiental?


Entre agosto de 2000 e agosto de 2005, a área total de desmatamento na Amazônia foi equivalente a metade da superfície do Estado de São Paulo
Analisamos o decreto assinado pelo governo em dezembro com medidas para combater a retomada do desmatamento na Amazônia. Há pontos interessantes, mas a pergunta que não quer calar é: é pra valer?
O governo estabeleceu, no final do ano passado, uma série de novas medidas para combater a retomada do desmatamento na Amazônia por meio do decreto 6.321, assinado em 21 de dezembro pelo presidente Lula e a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente.
Em verdade, o mérito do decreto está em tentar reunir, num texto só, exigências que se encontravam dispersas pela legislação brasileira, surpreendendo, como diz Caetano Veloso, por revelar o que sempre pode ter “estado oculto, quando terá sido o óbvio”. A grande incógnita é saber se, por conta disso, haverá fôlego para fazer a lei se transformar em realidade.
O decreto responde a algumas das inquietações e recomendações do Greenpeace e demais entidades que discutem há anos o problema ambiental e fundiário na Amazônia. Como por exemplo a importância do cadastramento e do licenciamento ambiental dos imóveis rurais, para se alcançar níveis mínimos de governança na região e estruturar medidas permanentes para zerar o desmatamento. Muitas dessas medidas foram incluídas na proposta do Pacto pelo Fim do Desmatamento na Amazônia, lançado em outubro de 2007.
No entanto, não se pode deixar de verificar que o governo só se mexeu quando o leão do desmatamento já estava rugindo em alto e bom som.
Além disso, o decreto não parece contar com o apoio irrestrito do governo como um todo, já que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) foi o único a abraçá-lo de forma inequívoca. Até as pedras da Esplanada dos Ministérios em Brasília sabem que quando um ministro não assina um decreto, significa que ele não tem nada a ver com o assunto ou que as entranhas da sua pasta dificilmente deglutirão as obrigações estabelecidas na velocidade necessária a uma ação eficaz e coordenada de governo.
O decreto levou em consideração várias recomendações feitas durante a Oficina sobre Licenciamento Ambiental Rural, realizada em outubro passado em Brasília e organizada pelo Greenpeace, Casa Civil da Presidência da República e MMA, no âmbito do processo de implantação da Moratória da Soja. As principais recomendações da Oficina inseridas no decreto são:
· Integração da base de dados geográfica dos imóveis rurais nos processos de licenciamento ambiental e regularização fundiária;· Transformação do cadastramento ambiental dos imóveis rurais em um instrumento de planejamento de políticas públicas;· Priorização da implantação do cadastramento nos municípios situados na Amazônia que têm, além da pressão por desmatamento, histórico de colonização induzida;· Que o Sistema de Licenciamento Ambiental da Propriedade Rural seja utilizado pelos Bancos e Fundos de Investimento e Fomento como critério para liberação de créditos e incentivos.
Desafios cruciais
Há no entanto interrogações cruciais no decreto como o desafio que o MMA terá para fazer virar realidade as multas que serão aplicadas. Pouco mais de 2% do total de multas aplicadas pelo MMA anualmente são efetivamente executadas. Se isso não mudar, de pouco adiantará inventar novas leis. Ocorre que os primeiros sinais de 2008 neste assunto não são muito alvissareiros. Por exemplo, o governo já anuncia, por meio do relator do orçamento no Congresso Nacional, Deputado José Pimentel (PT/CE), que o MMA não receberá recursos adicionais em 2008. Sem dinheiro novo, como mudar o desempenho acima comentado e como fazer cumprir as disposições do Decreto?
O decreto também não deixa claro como se fará cumprir a proibição do financiamento daqueles que agridem o meio ambiente. Se o texto do decreto não for incorporado pelas resoluções e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central, que orientam o funcionamento do nosso sistema financeiro brasileiro, ele dificilmente chegará até a mesa dos gerentes de bancos em toda a Amazônia. Foi por isso que o Greenpeace e as organizações que integram o Grupo de Trabalho de Florestas, do Fórum Brasileiro de Organizações e Movimentos Sociais (FBOMS), pediram, quando estiveram, em 2006, em audiência com o presidente Lula e as ministras Dilma Rousseff (Gabinete Civil) e Marina Silva, que este assunto fosse regulamentado pelo CMN.
Resta torcer e rezar para que o governo não esteja erguendo mais um outdoor para apenas anunciar suas boas intenções, prática à qual sempre recorrem os governantes quando se deparam com o assunto insolúvel da vez.
Leia também:
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12 de dezembro de 2007

A REVELIÃO DAS BALEIAS!!!

perfeito, simplesmente perfeito!!!!!!

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29 de novembro de 2007

MUDANÇAS CLIMATICAS

esse é um dos melhores videos que ja vi sobre nosso clima!!

mais uma vez parabéns ao pessoal do greenpeace!!!

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20 de novembro de 2007

Com medo dos EUA, Japão adia caça às baleias no Oceano Antártico


Reunião em Washington do primeiro ministro Fukuda com o presidente Bush atrasou a saída da frota baleeira japonesa. Os Estados Unidos são contra a caça.


Com medo de um possível constrangimento diplomático, o Japão atrasou a partida de sua frota baleeira para o Oceano Antártico onde pretende caçar cerca de mil baleias nesta temporada. A idéia original dos japoneses era enviar seus navios nesta sexta-feira, mas o encontro marcado em Washington do primeiro ministro Yasuo Fukuda com o presidente americano George W. Bush mudou o planejamento inicial.


“O primeiro ministro Fukuda não deveria atrasar a partida da frota para evitar constrangimentos políticos internacionais, ele deveria cancelar todo o programa e inutilizar os navios para que não tivessem mais a permissão de navegação para caça", disse Karli Thomas, chefe da expedição a bordo do Esperanza, navio do Greenpeace que está além dos limites das águas territoriais do Japão exigindo o fim da caça. A embarcação seguirá de perto a frota baleeira japonesa durante sua viagem pela Antártida.


“O programa de caça científica do governo japonês é uma vergonha e fonte de uma tensão diplomática entre o Japão e os países conservacionistas, como Estados Unidos. Não há lugar para caça a baleia na Antártida – um lugar para paz e ciência. Caça não é ciência”, afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil e chefe de pesquisa da expedição no navio Esperanza.




A caça de baleia no Oceano Antártico, realizada anualmente pelo Japão, ganha o disfarce de pesquisa científica, mas têm sido condenada internacionalmente. Nesta temporada, o Japão pretende matar mais de mil baleias, incluindo 50 fins que estão em perigo de extinção e, pela primeira vez esse ano, mais 50 jubartes, que estão em alto risco de extinção. A Comissão Internacional da Baleia (CIB) vem clamando ao Japão pelo fim da matança de baleias no Oceano Antártico.


“Os baleeiros japoneses estão enganando o público japonês pintando a palavra 'pesquisa' em seus navios”, disse Junichi Sato, coordenador da campanha de Baleias do Greenpeace Japão. “Verdadeiros cientistas não precisam matar baleias para estudá-las. Essa caça comercial está pobremente disfarçada como ciência”.


Uma pesquisa de opinião feita pelo Nippon Research Centre em junho de 2006 mostrou que 95% do público japonês nunca ou raramente come carne de baleia. Mais de 2/3 dos japoneses não apóiam a caça de baleia em alto-mar. E o Japão está perto de ter 4 mil toneladas de carne de baleia, proveniente da caça científica, armazenada em seus freezers – sem valor comercial e sem público.


O Greenpeace está colaborando com uma equipe de cientistas no projeto A Trilhas das Grandes Baleias, que já obteve dados importantes sobre um grupo de 20 jubartes do Oceano Pacífico. As informações dos satélites, das biópsias e da identificação das caudas das baleias marcadas com sensores mostram o padrão de migração e estrutura das populações, sem um único arpão ser disparado.




Um outro estudo, publicado no site Nature Precedings, também desmascara a 'caça científica'. Saiba mais aqui.


O Greenpeace também irá disponibilizar a localização da frota baleeira e do Esperanza no mesmo mapa onde foram disponibilizadas as rotas das baleias jubartes em suas áreas de reprodução - Ilhas Cook e Nova Caledônia.


A frota japonesa irá caçar perto de vários países que tem forte interesse econômico no turismo de observação de baleias, como as pequenas ilhas Tonga no Pacífico, onde algumas poucas baleias equivalem a milhões de doláres. O turismo de observação de baleias é a única atividade envolvendo baleias que é economicamente sustentável e que têm gerado mais que 1 bilhão de dólares por ano no todo mundo.


“O governo japonês já deveria saber que podemos conseguir importantes informações sobre as baleias sem matá-las” disse Sato. “Está na hora do governo japonês acabar com essa atrocidade”.

29 de outubro de 2007

Porto Alegre fecha as portas para madeira ilegal da Amazônia


José Fogaça, prefeito de Porto Alegre (RS), visita exposição sobre a destruição da Amazônia, antes de assinar decreto que exige comprovação de origem legal para a madeira usada em obras públicas na cidade.


Porto Alegre (RS), Brasil — Fogaça assina decreto vetando madeira sem documentação de origem nas obras da prefeitura e visita exposição sobre o desmatamento e as queimadas na floresta.


O prefeito José Fogaça assinou nesta terça-feira o decreto que estabelece critérios para a compra de madeira pelo poder público municipal, obrigando que toda madeira comprada pela prefeitura ou utilizada em obras e serviços públicos tenha comprovação de legalidade de origem. Com o decreto, Porto Alegre passa ser a capital de estado mais avançada entre os participantes do Programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace.


"Porto Alegre é uma cidade que tem a questão ambiental como prioridade, e o programa Cidade Amiga é um exemplo disso", disse o prefeito durante a solenidade, que contou com a presença de ativistas e voluntários do Greenpeace.


O diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, Sergio Leitão, ressaltou que a cidade dá um exemplo ao país e às demais capitais brasileiras sobre a importância da preservação da Amazônia. O programa foi concebido há dois anos e conta com a adesão de 35 municípios e do estado de São Paulo. No Rio Grande do Sul, além da Capital, São Leopoldo, Santa Maria, Rio Grande e Cachoeirinha também aderiram ao Cidade Amiga da Amazônia.


A assinatura do decreto acontece uma semana depois de membros da ONG terem sido mantidos em cárcere privado na localidade paraense de Castelo de Sonhos, no município de Altamira, e impedidos por madeireiros de transportar uma árvore queimada que faria parte de uma exposição em várias capitais do país, sob a alegação de que isso iria prejudicar a imagem da região.


O Greenpeace transportava, com autorização do Ibama, uma tora de castanheira que tombou como resultado de uma queimada criminosa feita este ano em terras públicas da União. “Fomos impedidos de sair do Pará com uma castanheira autorizada legalmente, enquanto o fluxo de toras extraídas de forma ilegal e predatória ainda acontece para fora do estado rumo ao sul do país e ao exterior”, diz Márcio Astrini, representante do Programa Cidade Amiga da Amazônia.


“Esse lamentável incidente demonstra que a presença do governo na Amazônia ainda é frágil. Os novos sistemas de controle ainda não garantem a procedência legal da madeira, obrigando que as prefeituras que consomem madeira em outras regiões do país tomem medidas para evitar que suas cidades sejam cúmplices da devastação”, complementa Astrini.


Quem passou em frente à prefeitura esta tarde também teve a oportunidade de manifestar sua indignação e exigir do governo federal, por meio de um abaixo-assinado, o fim do desmatamento da Amazônia. Dois painéis gigantes de imagens da queima de florestas e de impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura sulista foram exibidos pelos voluntários do Greenpeace.


A atividade é parte da exposição ‘Aquecimento global: apague essa idéia’, que a organização realiza nas próximas semanas também em Manaus, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Brasília. O objetivo da mostra é levar aos moradores de grandes centros urbanos do país a realidade do desmatamento da Amazônia e seus impactos diretos no clima das demais regiões do Brasil. Na segunda-feira, o Greenpeace solicitou nova autorização ao Ibama para transporte da tora, que deveria ser exposta nas capitais paulista, fluminense e no Distrito Federal.


Saiba mais:








greenpeace.org.br

18 de outubro de 2007

Com o iPhone, a Apple reinventou o celular. Falta torná-lo verde!!


Testes em laboratório mostram que aparelho contém substâncias e materiais tóxicos em sua composição, como PVC - muitas delas já eliminadas pelos concorrentes.


Em maio deste ano, Steve Jobs escreveu um comunicado no site oficial da Apple afirmando que sua empresa estava comprometida em produzir aparelhos mais verdes. O lançamento do iPhone era a grande chance das palavras de Jobs se tornarem realidade. Era. Testes feitos pelo Greenpeace em laboratório na Inglaterra mostraram que o grande sucesso de vendas e sonho de consumo de 9 entre 10 jovens no mundo contém inúmeras substâncias e materais tóxicos em sua composição.


Um laboratório indenpendente testou 18 componentes internos e externos do iPhone e confirmou a presença de compostos tóxicos de brominato em metade deles. Substâncias tóxicas também foram encontradas na capa de plástico (PVC) dos cabos de headphones. Os dados foram compilados no relatório Chamada Perdida: As Substâncias Tóxicas do iPhone, lançado nesta segunda-feira pelo Greenpeace.


Esta foi a terceira vez que o Greenpeace testou produtos da Apple desde 2006. Análises semelhantes foram feitas no MacBook Pro e no iPod Nano e também revelaram a presença de retardantes de chamas a base de brominato e PVC em alguns componentes. Um revéz e tanto, levando-se em conta que a empresa havia subido algumas posições na última edição do Guia de Eletrônicos Verdes, do Greenpeace, devido a algumas medidas que tomou para tornar seus produtos ambientalmente mais responsáveis.


A Apple lançou o iPhone no mercado americano em junho de 2007. A descoberta de substâncias tóxicas na menina dos olhos da empresa sugere que ela fracassou em cumprir suas próprias metas de abolir de seus produtos o uso de compostos de brominato e PVC até o final de 2008.


“Steve Jobs perdeu a chance de fazer do iPhone seu primeiro passo rumo a produtos mais verdes”, afirma Zeina Alhajj, da campanha de Tóxicos do Greenpeace Internacional. “Parece que a Apple está longe de liderar o caminho para uma indústria de eletrônicos verdes, ao contrário de seus adversários. A Nokia, por exemplo, já vende telefones celulares livres de PVC.”


Durante a análise feita no iPhone, o Greenpeace também descobriu que a bateria do aparelho estava colada e soldada, o que impede a reposição da peça e torna a reciclagem mais difícil.


“A Apple precisa reinventar seu iPhone… em verde”, diz Alhajj. “A empresa precisa retirar todas as substâncias e materiais tóxicos de seus produtos para encontrar a solução real para à montanha de lixo eletrônico que cresce sem parar em depósitos mundo afora.”




greenpeace.org

3 de outubro de 2007

São Leopoldo inaugura primeira obra pública 100% amiga da Amazônia


Usando apenas madeira certificada, a construção do centro turístico foi mais econômica do que obras que usam matéria-prima convencional.

Inaugurado nesta sexta-feira em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, o prédio do Centro Turístico Municipal é a primeira obra pública do Brasil 100% amiga da Amazônia. Nele foi usada apenas madeira amazônica certificada pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC, na sigla em inglês), reduzindo o impacto ambiental e também os custos do projeto.


A iniciativa é fruto de um compromisso assumido pela prefeitura local com a União Protetora do Ambiente Natural (Upan) e o Greenpeace, que criou em 2003 o programa Cidade Amiga da Amazônia, destinado a ajudar municípios e estados de todo o país a eliminarem o consumo de madeira extraída de forma ilegal ou predatória na Amazônia.


O prédio inaugurado pelo prefeito Ary Vanazzi abriga o Centro de Informações Turísticas da Rota Romântica da Serra Gaúcha, que tem seu marco zero em São Leopoldo e abrange outros 11 municípios. “A concretização dessa obra pioneira demonstra que tanto o poder público quanto a iniciativa privada podem contribuir com a preservação de nossas florestas, consumindo seus recursos de forma responsável”, diz Márcio Astrini, do programa Cidade Amiga da Amazônia.


A redução do impacto ambiental do centro turístico de São Leopoldo foi pensada desde a concepção do projeto. Captação da água da chuva, aproveitamento da iluminação natural, ventilação e aquecimento espacialmente planejados também contribuíram para baratear os custos. “Preservar nossas florestas, suas comunidades e a biodiversidade é dever de todo cidadão e obrigação do poder público”, diz Astrini.


Segundo a empresa responsável pela obra, Sawaya Construções e Incorporações, a obra custou menos da metade de um projeto que usassem matéria-prima convencional, não certificada. “Os orçamentos oferecidos pelos fornecedores locais eram mais que o dobro que o da madeira certificada que compramos diretamente de uma empresa certificada no Pará”, conta Júlio César Sawaya, diretor da empresa. Mesmo com o pagamento do transporte da madeira certificada do Pará até Rio Grande do Sul, além da compra de ferramentas adequadas para tratar o material, a obra ficou bem mais em conta.


A certificação florestal FSC é independente e adota critérios aceitos internacionalmente. O selo oferece ao consumidor a melhor garantia de que a atividade madeireira ocorre de maneira legal e não acarreta a destruição das florestas, além de ter origem em uma operação socialmente justa e economicamente viável.

greenpeace.org.br

12 de setembro de 2007

Reunião da Comissão Internacional da Baleia termina com vitórias

A 59º Reunião Anual da Comissão Internacional da Baleia (CIB) foi encerrada com sucesso para o bloco dos países conservacionistas e com grandes mudanças políticas a favor da preservação das baleias

Foram importantes vitórias! A primeira delas foi a maioria dos países participantes votando a favor da criação da área de proteção às baleias: foram 39 votos a favor, 29 contra e 3 abstenções. Entretanto, para ser aprovada, a proposta do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, defendida desde 1999 pelo Brasil, Argentina e África do Sul, necessitava de 75% dos votos.

“Apesar da não aprovação podemos afirmar que a proposta está ganhando força dentro da Comissão”, avaliou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace. “Na Reunião de St. Kittis e Nevis, no ano passado, não conseguimos nem sequer propor o santuário”, complementou.

Uma outra vitória importante foi a garantia de que a caça comercial de baleias não será retomada. A decisão passa por cima de uma resolução simbólica aprovada em 2006 pelos aliados baleeiros, que afirmava que a proibição já não era mais necessária. O bloco dos países conservacionistas, que inclui o Brasil, se mostrou mais forte e consolidado. Além da não retomada de caça comercial, esses países conseguiram apresentar o turismo de observação de baleias como alternativa socioeconômica e científica para acabar com a caça.

“Tivemos uma das maiores vitórias políticas dos últimos anos. A abstenção dos países aliados ao Japão e a consolidação do bloco latinoamericano com atitudes mais pró-ativas e integradas contribuiu para a preservação das baleias”, afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace.

O Japão pediu autorização para que suas comunidades costeiras pudessem caçar quantidades indeterminadas de baleias Minkes, como caça de subsistência. A proposta japonesa foi imediatamente rechaçada por uma coalizão de países que se opõem à caça de baleias. Somente receberam aprovação da Comissão a continuidade das capturas aborígenes de baleias pela Groenlândia, Alasca e Rússia. “A proposta do Japão é uma forma velada de caça comercial de baleias, apesar de os japoneses assegurarem que é apenas uma atividade de subsistência dos povos locais”, afirmou Leandra.

O Greenpeace mobilizou milhares de pessoas em vários países para manifestar seu apoio à luta contra a caça comercial das baleias por meio de manifestações públicas e com I-go, uma campanha inovadora na internet. “Sem a participação ativa da sociedade não seria possível comemorar esta vitória e mostrar ao mundo a importância da conservação das baleias e golfinhos”, reafirma Leandra.

A próxima reunião da CIB será em Santiago, Chile, em junho de 2008.

11 de setembro de 2007

São Paulo faz ato em memória das vítimas do acidente com o césio-137

Cerca de 60 pessoas se reuniram nesta terça-feira em frente ao Teatro Municipal no centro de São Paulo para um ato em memória às vítimas do acidente radioativo com o césio-137.

Vestidos de preto, os ativistas deitaram no chão enquanto uma pessoa disfarçada de morte representava os riscos da energia nuclear. A morte simbólica foi uma maneira de lembrar os quase 60 mortos e as milhares de pessoas afetadas pelo acidente com a cápsula radioativa de césio-137 em Goiânia, que completa 20 anos esta semana.

O ato foi iniciativa do Greenpeace e da Fundação SOS Mata Atlântica e contou com a participação de Santos Francisco de Almeida, representante da Associação dos Militares Vítimas do Césio-137 (AMVC-137). O secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano, esteve presente ao ato.

"O estado de São Paulo não precisa de energia nuclear, que é perigosa e desnecessária", afirmou Graziano.

Na segunda-feira, um ato semelhante foi realizado em Salvador - clique aqui para saber como foi.

O acidente com o césio-137 ocorrido em Goiânia em 1987 é considerado o pior acidente radioativo em área urbana do mundo. Para saber um pouco mais sobre a história do acidente e participar da cyberação contra a retomada do programa nuclear brasileiro (e também a construção de Angra 3), clique aqui.

Estima-se que as 19 gramas de césio-137 contidas naquela fonte fizeram mais de 60 vítimas e contaminaram mais de 6 mil pessoas, segundo dados da AVICÉSIO. Os afetados sofrem com problemas como câncer, defeitos genéticos, seqüelas psicológicas e preconceito. A tragédia ainda deixou como herança mais de 20 toneladas de lixo radioativo.

“Cerca de 500 militares foram atingidos pelo acidente. O atual comando da PM mandou abrir uma sindicância que apurou que pelo menos 202 destes militares estão doentes, com problemas graves como câncer e alergias”, afirmou Almeida.

Além do perigo radioativo, o acidente de Goiânia expôs a incapacidade do governo federal em garantir a segurança das instalações nucleares no Brasil. Essa incapacidade foi mais recentemente detalhada pelo relatório da Câmara dos Deputados “Fiscalização e Segurança Nuclear”, publicado em 2006. O documento aponta diversas falhas na estrutura de controle das atividades nucleares no Brasil tais como a ambigüidade de funções da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), que acumula os papéis de fomento, pesquisa e fiscalização das atividades nucleares do país.

“O governo brasileiro não tem capacidade de garantir a segurança das instalações nucleares que já existem e, mesmo assim, decidiu investir mais R$ 7 bilhões na construção da usina nuclear Angra 3. Os enormes riscos e os altos custos envolvidos tornam este projeto inaceitável”, disse Rebeca Lerer, da campanha de energia do Greenpeace.

As entidades promotoras do ato em São Paulo afirmam que o 20º aniversário da tragédia de Goiânia serve como um momento de reflexão para a sociedade brasileira. “Agora que o governo federal anuncia a retomada do programa nuclear brasileiro, a sociedade deve se mobilizar e deixar claro que não quer conviver com mais este risco”, afirmou Mário Mantovani, da SOS Mata Atlântica.

Na próxima quinta-feira (13), o Greenpeace apoiará os atos da Associação das Vítimas do Césio-137 em Goiânia (GO).

greenpeace.org.br

3 de setembro de 2007

MP pede suspensão do licenciamento ambiental de Angra 3


Ação civil pública ajuizada contra a Eletronuclear pede também a suspensão das audiências públicas realizadas para discutir a construção da usina nuclear.

Segundo o procurador da República André de Vasconcelos, o Ibama de Brasília tem cedido a pressões da Eletronuclear e de grandes empreiteiras interessadas na obra e está conduzindo o processo de licenciamento ambiental "de forma açodada e atabalhoada, desrespeitando o devido processo legal e a transparência e participação da sociedade civil e instituições de fiscalização".

Entre os problemas apontados pelo procurador, está o descumprimento do prazo legal para a realização das audiências, que foram convocadas menos de 45 dias após a publicação do edital no Diário Oficial. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) tampouco estava disponível para consulta nos escritórios do Ibama no Rio de Janeiro ou nas 10 unidades de conservação que serão afetadas pela construção de Angra 3.

Em nota sobre o assunto publicada no jornal Valor Econômico de hoje (28/08), o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães disse que a Eletronuclear apresentou o plano de comunicação ao Greenpeace, na Câmara Americana, e que o plano teria recebido elogios. O engenheiro elétrico Ricardo Baitelo, da campanha de energia do Greenpeace, que estava nos eventos citados por Leonam esclarece:

"A declaração do Sr. Leonam Guimarães sobre o Greenpeace é incorreta e tem como único objetivo minimizar as acusações do Ministério Público Federal sobre os graves problemas de publicidade do processo de licenciamento de Angra 3. Estivemos presentes como espectadores em um evento público sobre o Licenciamento de Angra 3 promovido pela Câmara Americana de Comércio em São Paulo na semana passada. O palestrante, Dr. Iukio Ogawa, superintendente de Licenciamento e Meio Ambiente da Eletronuclear, comentou aspectos relacionados ao licenciamento da Usina de Angra 3 tais como as Audiências Publicas e o plano de comunicação da Eletronuclear. Ao contrário do que se afirma, este plano não foi em nenhum momento recebido pelo Greenpeace ou, menos ainda, elogiado por qualquer um dos nossos representantes."

Com informações do jornal Estado de São Paulo e Valor Econômico

Saiba mais:Sociedade civil protesta contra Angra 3 em Brasília

greenpeace.org.br

24 de agosto de 2007

O planeta pede sua ajuda! Mude o Clima!





"A grande maioria das pessoas tem consciência sobre o aquecimento global. Muitos de nós sabemos o que está por vir e as conseqüências que a natureza e nós podemos sofrer.


O Brasil é o quarto maior emissor de gases do mundo. O principal fator que nos coloca nessa triste posição é o desmatamento de florestas como a Amazônia, que representam 70% das emissões.

Você pode fazer sua parte para que a mudança aconteça: troque suas lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas, desligue seus aparelhos eletrônicos da tomada, nunca compre madeira ou móveis sem o certificado FSC e junte-se ao Greenpeace nessa luta.


Um forte abraço,

Luis Piva"

greanpeace.org.br

17 de agosto de 2007

Florianópolis foi o palco do primeiro show de rock movido 100% a energia solar realizado no Brasil

O show Brasil Solar aconteceu no dia 15 de novembro de 1998, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina. O grupo mineiro Jota Quest foi a atração principal. Dazaranha, Stonkas & Congas e Valdir Agostinho, bandas de Florianópolis, fizeram a abertura do evento. A experiência serviu para divulgar o potencial da energia solar para gerar eletricidade para as mais diferentes aplicações.

A iniciativa da entidade ambientalista Greenpeace, em parceria com o Labsolar (Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina), foi inspirada em experiências semelhantes realizadas com sucesso na Austrália e na Europa.
O show Brasil Solar aconteceu no dia 15 de novembro de 1998, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina. O grupo mineiro Jota Quest foi a atração principal. Dazaranha, Stonkas & Congas e Valdir Agostinho, bandas de Florianópolis, fizeram a abertura do evento. A experiência serviu para divulgar o potencial da energia solar para gerar eletricidade para as mais diferentes aplicações.

O objetivo do Brasil Solar é popularizar a energia limpa e renovável que vem do sol. A energia solar é uma das melhores alternativas aos combustíveis fósseis poluentes, que geram alterações no clima do planeta e provocam danos à saúde.

"O show demonstrou as duas principais aplicações da energia solar fotovoltaica", explica Ricardo Rüther, do Labsolar. Junto ao palco, foi montado um sistema autônomo de ~5kW de potência (~50m2 de placas fotovoltaicas), para abastecer de energia elétrica parte da demanda de energia. O sistema conectado à rede elétrica, de 2kW de potência, que o Labsolar vem operando desde 1997, forneceu a energia complementar, possibilitando, assim, um show 100% movido a energia solar!

"A grande novidade do show Brasil Solar é que conseguimos reunir, em um só evento, cultura, inovações tecnológicas e preservação da natureza", diz Délcio Rodrigues, Coordenador de Campanhas do Greenpeace. "Demonstrar que a energia solar é uma alternativa viável e não poluente", completa.

Como funciona...

A energia utilizada no show é proveniente do sol, transformada em energia elétrica pelos painéis fotovoltaicos, construídos com cristais de silício. Essa tecnologia permite captar a luz do sol e transformá-la em energia elétrica. Para cada hora de show, será economizada energia equivalente ao consumo de dez residências, ou 112 kWh.

O sistema autônomo é composto pelas placas fotovoltaicas e um banco de baterias, onde se armazena a energia coletada pelas placas (pois o show não pode parar se uma nuvem passar por sobre o palco ou se o dia for nublado!), sendo completamente independente da rede elétrica convencional.

Já o sistema conectado à rede elétrica funciona de forma distinta: ele usa a rede elétrica como bateria, injetando nela toda a energia elétrica gerada pelas placas solares (o que dispensa o uso das baterias convencionais, já que a rede elétrica pública atua como uma gigantesca bateria), como se o sistema fosse uma mini-usina geradora, em paralelo às grandes usinas hidrelétricas (como Itaipu, por exemplo). Como este sistema já vinha injetando energia na rede desde setembro de 1997, o "crédito" em energia acumulado até o dia em que foi realizado o show era muito superior à energia necessária para a sua realização. É esse crédito que garantiu um show totalmente solar.

Numa residência onde a rede elétrica convencional não chega (uma fazenda, por exemplo), um sistema autônomo, que requer um banco de baterias para se ter energia à noite e nos dias nublados, pode satisfazer todas as necessidades energéticas que a vida moderna impõe.

Em residências urbanas, por outro lado, o sistema conectado à rede elétrica é o mais apropriado, já que ter a rede elétrica convencional ao alcance significa não depender das baterias, que ainda são bastante caras e pesadas. No sistema conectado à rede elétrica, toda a energia que é gerada pelas placas (e não é consumida) é injetada na rede elétrica (o relógio contador anda para trás e o consumidor acumula um crédito). À noite, quando as placas não geram nenhuma energia, aquele crédito acumulado durante o dia é então utilizado. Sem poluição, ruído ou peças móveis, e de forma renovável, a energia solar fotovoltaica já pode suprir todas as nossas necessidades energéticas.

greenpeace.org.br

7 de agosto de 2007

SE A GENTE NÃO DEFENDER O PLANETA, ELE VAI SE DEFENDER SOZINHO...

O primeiro furacão registrado no Atlântico Sul atingiu em 2004 áreas costeiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, gerando prejuízos de mais de R$ 1 bilhão e 11 mortes.

O aquecimento global já deixou de ser assunto de ficção científica e tornou-se realidade. O planeta todo está sofrendo, inclusive o Brasil. Seca na Amazônia, desertificação no Nordeste, furacão e tornados no sul... Esses fenômenos climáticos extremos são claras evidências dos problemas causados pela queima irresponsável de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e usinas termoelétricas e pela destruição das florestas do mundo...

São apenas uma amostra de um terrível futuro que pode estar muito mais próximo do que imaginamos. Milhões de pessoas são vítimas de catástrofes como estas todos os anos. E ninguém está livre do problema!Mas ainda há tempo para ação! É preciso que governos do mundo todo diminuam drasticamente as emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas.

E o Brasil, que pela destruição de suas florestas é o 4º. maior emissor mundial, precisa combater o desmatamento e investir muito mais em energias limpas, como a do sol e a dos ventos.Preencha os dados abaixo e exija que o governo brasileiro faça sua parte: desenvolva uma política nacional de mudanças climáticas, identifique nossa vulnerabilidade, invista em energias positivas e em transporte coletivo de qualidade e combata de forma implacável o desmatamento.

Não há mais tempo a perder!

1 de agosto de 2007

colocando a reciclagem em prática

Veja como fazer a coleta seletiva e dar a sua parcela de contribuição na preservação do meio ambiente:

1. Procure o programa organizado de coleta de seu município ou uma instituição, entidade assistencial ou catador que colete o material separadamente. Veja primeiro o que a instituição recebe, afinal, não adianta separar plástico se a entidade só recebe papel.

2. Para uma coleta ideal, separe os resíduos em não-recicláveis e recicláveis. Entre os recicláveis, separe papel, metal, vidro e plástico.

3. Veja exemplos de materiais recicláveis:

Papel: jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório, caixas, papelão, etc.Vidros: garrafas, copos, recipientes.Metal: latas de aço e de alumínio, clipes, grampos de papel e de cabelo, papel alumínio.Plástico: garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de material de limpeza e de alimentos, sacos.

4. Escolha um local adequado para guardar os recipientes com os materiais recicláveis até a hora da coleta. Antes de guardá-los, limpe-os para retirar os resíduos e deixe-os secar naturalmente. Para facilitar o armazenamento, você pode diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios amassando-as. As caixas devem ser guardadas desmontadas.

Fonte: http://www.ajudabrasil.org/

Faça sua parte!!

26 de julho de 2007

Liminar suspende liberação do milho transgênico da Bayer

Após decisão da Justiça, outras liberações comerciais de milhos transgênicos, que estavam previstas para votação na CTNBio, também estão proibidas.
Na última quinta-feira, dia 28, a juíza federal Pepita Durski Tramontini Mazini, de Curitiba, suspendeu a liberação do milho Liberty Link da Bayer, concedida pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), em maio. A decisão da juíza determina que a CTNBio só poderá liberar variedades transgênicas de milho após a elaboração de normas de coexistência com variedades orgânicas, ecológicas e convencionais e até que sejam definidos os termos do monitoramento do milho Liberty Link. A liminar ainda impede a liberação do milho da Bayer nas regiões Norte e Nordeste antes da realização de estudos ambientais nas referidas regiões.
Outras liberações comerciais de variedades de milhos transgênicos que estavam previstas para votação já nas próximas reuniões da CTNBio também estão proibidas. Somente após a elaboração de medidas de biossegurança que garantam a coexistência das variedades é que poderão ser examinadas.
A decisão da juíza é uma resposta à ação civil pública apresentada pela Terra de Direitos, Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), ASPTA (Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa) e Anpa (Associação Nacional dos Pequenos Agricultores). No dia 18 de junho, a juíza federal já havia proibido a CTNBio de autorizar qualquer pedido de liberação comercial de milho transgênico. O governo apresentou a sua posição no começo desta semana, mas a juíza manteve sua decisão.
“O Poder Judiciário deu mais uma demonstração de que os procedimentos da CTNBio são voltados antes à biotecnologia do que à biossegurança. Como no caso da soja transgênica da Monsanto, a obediência à legislação brasileira, ao direito dos consumidores e dos agricultores e o respeito ao meio ambiente cedem vez à pressa em liberar”, avalia Andréa Salazar, advogada do Idec.
A definição de medidas de segurança, especialmente regras de coexistência, é essencial para garantir o direito de os agricultores e os consumidores poderem optar por não-transgênicos. É uma decisão que extrapola o âmbito das atribuições CTNBio por suas implicações socioeconômicas e deve ser assumida pelos órgãos federais competentes: a Anvisa, o Ministério do Meio Ambiente e pelo Conselho Nacional de Biossegurança. As organizações da sociedade civil e os movimentos sociais irão cobrar do governo federal que reconheça e assuma sua responsabilidade na elaboração dessas normas.
“A garantia do direito dos agricultores não terem sua produção contaminada por transgênicos e a preservação da riquíssima agrobiodiversidade do Brasil é uma questão de política pública. A CTNBio não tem sequer estrutura para definir isto. O governo precisa iniciar um processo de debate envolvendo órgãos governamentais, agricultores e organizações da sociedade civil”, diz Maria Rita, da Terra de Direitos.
As organizações fundamentam a ação em diversas ilegalidades que afrontam a legislação brasileira cometidas durante todo o processo de liberação, destacando-se: a inexistência de normas de liberação comercial na CTNBio; a falta de regras de monitoramento de OGM e coexistência; a desconsideração das questões formuladas e de documentos entregues por organizações à Comissão. Outro argumento apresentado é a precariedade e insuficiência das respostas da empresa a uma série de questões apresentadas por membros da CTNBio.
Além disso, existem riscos à saúde e ao meio ambiente associados ao milho Liberty Link ignorados pela CTNBio, apesar de apontados em pareceres de membros da Comissão. Entre eles, estão o uso de gene de resistência a antibiótico e o aumento da quantidade do agrotóxico glufosinato de amônio, o que provoca vários impactos ambientais e à saúde.